sábado, agosto 27, 2005

AS CORES DA TERRA


ISABEL MAGALHÃES, As Cores da Terra, 1998


SOBRE A TERRA

Sei que estou vivo e cresço sobre a terra.
Não porque tenha mais poder,
nem mais saber, nem mais haver.
Como lábio que suplica outro lábio,
como pequena e branca chama
de silêncio,
como sopro obscuro do primeiro crepúsculo,
sei que estou vivo, vivo
sobre o teu peito, sobre os teus flancos,
e cresço para ti.

EUGÉNIO DE ANDRADE

8 comentários:

Geórgia disse...

belo também! Os terrosos encantam. Meu beijo.

Gui disse...

Terra,a Mãe das Mães.

Tal como todos as Mães - a primeira - perdoa todo o mal que lhe fazemos, infligindo um castigo aqui e ali, mas sempre na esperança que reconsideremos todo o mal que lhe fazemos, a abracemos e repousemos no seu regaço.

Em qualquer altura e em qualquer lugar, estará sempre lá por nós!
Resta saber até quando...
Quanto mais irá resistir?
Mas como tudo,um dia chegará o seu fim!

bjs
@:)

Isabel Magalhães disse...

Alô Geórgia, alô Brasil!

Fico feliz de ver que também me descobriu neste cantinho ultimamente um pouco esquecido, mas 'o coração tem razões que a razão desconhece'! :)

Um abraço de Portugal.

Isabel Magalhães disse...

Querido Rui,

adoro esta citação:

'Não herdámos a Terra dos nossos pais. Pedimo-la emprestada aos nossos filhos'.

Um abraço do coração.

Furão disse...

Vim agradecer-te a visita e ao mesmo tempo dizer-te que estou aqui pela primeira vez. Podes crer que não será a última. É óptimo, este blogue. Vou "linká-lo", posso?

Bjs

Isabel Magalhães disse...

Caro Furão indiscreto, Zé;

eu sou apenas 'team member' mas agradeço a visita e o link.

Volte sempre; o coração e a porta estão abertos. :)

TMara disse...

entre o tom quente, quase vermelho da terra, os fios brancos e os amrelos tão frequentes nas paisagens do Alentejo.mergulho nele de cabeça e depois deito-me ao Sol k nos aquece. Bj

Isabel Magalhães disse...

TMara,

tens o dom de criar imagens poéticas.


agradeço-te por isso.


bj.