domingo, outubro 10, 2004

O Pêndulo de Foucault – Umberto Eco

Tendo por base a vida de três redactores editoriais, este livro gira à volta de temas herméticos.
A descoberta de uma mensagem e a leitura de diversos manuscritos sobre Templários, Rosas-Cruzes, outras sociedades secretas e temas relacionados, vai levá-los e empreender uma tarefa deveras ambiciosa: a construção de um Plano, no qual vão interceptar e relacionar diversos temas e acontecimentos remontando a séculos atrás, fazendo analogias até os dias de hoje com o objectivo de revelar uma Conspiração a nível mundial.
Tudo isto é temperado com a história de cada um dos três personagens, envolvida num contexto político e social, em particular na Itália dos anos 40, 60 e 70, e em geral do resto do mundo.

Para um leigo como eu, estas foram 555 páginas sofridas.
A escrita de Umberto Eco (quem o conhece talvez me dê uma ideia diferente) não é fácil. Ela própria bastante hermética! Claro que o facto de ser doutorado em filosofia tem uma grande influência.
Mas a edição, que agora descansa na minha estante, é que faz com que o caminho seja penoso! Umberto faz um grande trabalho de investigação, fundamentando cada capítulo (estamos a falar de120!!) com um excerto retirado de determinada obra. O problema é que são escritos em latim, francês, italiano, alemão, etc, e o tradutor da obra não os traduziu!! Isto também acontece ao longo do texto em diversas passagens e diálogos!!
Além disto não há nenhuma nota de tradutor para os termos específicos!
Não recomendo! Talvez o volte a ler daqui a uns anitos!

2 comentários:

Isabel Magalhães disse...

Do Umberto Eco li "O Nome da Rosa" e vi o filne - em circuito comercial e na tv - várias vezes, porque há sempre pormenores que escapam.

De momento ainda leio "The Da Vinci Code" na versão original.

bjs. :)

Gui disse...

O Nome da Rosa é excelente, mas este achei muito dificil.

O Nome da Rosa tem pormenores lindos. Gosto especialmente da utilização do livro de Aristóteles sobre o Riso (base filosófica do filme), proibidissimo numa época em que rir significava não ter medo e não ter medo significava ter opinião, intervir e fugir ao controlo imposto!
Os perigos do livro são muito bem representados pelo veneno que transmite e que mata quem o lê.

Gostei muito do Código DaVinci, mas li a versão portuguesa.

bjs